A implementação do split payment, um dos principais mecanismos criados pela reforma tributária, foi tema de reportagem do InvestNews, que contou com a análise do nosso sócio-fundador, Matheus Bueno. O sistema permitirá que os valores correspondentes ao IBS e à CBS sejam separados automaticamente no momento do pagamento de uma operação e encaminhados ao Fisco, em vez de transitarem integralmente pelo caixa das empresas.
A adoção do mecanismo, inicialmente prevista para janeiro de 2027, foi adiada e deverá ocorrer de maneira gradual. A programação mais recente aponta para o início no segundo trimestre do próximo ano, começando por determinadas formas de pagamento e, em um primeiro momento, concentrada em operações entre empresas (B2B). Bueno, porém, ressalta as incertezas em torno do prazo para colocar toda essa estrutura em funcionamento. “Tenho receio de que isso realmente esteja operacional em cinco meses”, afirmou.
A reportagem também aborda os possíveis efeitos do split payment sobre o fluxo de caixa das empresas. Hoje, o intervalo entre o recebimento de uma venda e o recolhimento dos tributos permite que esses recursos sejam utilizados temporariamente no capital de giro. Com a segregação automática, parte desse dinheiro deixará de passar pelo caixa do vendedor, embora o novo sistema também tenha como objetivo acelerar a disponibilização dos créditos de IBS e CBS.
Outro ponto de atenção são as operações em que o comprador não realiza o pagamento. Nesses casos, como não há liquidação financeira, o split payment não é acionado. Isso, entretanto, não elimina a obrigação tributária. Segundo Bueno, se houver inadimplência do cliente, o vendedor terá de recolher o imposto no vencimento mesmo sem ter recebido o valor da operação.
Leia a reportagem completa aqui.






